viernes, 28 de junio de 2019

De Ivete Sangalo a Maria Helena Bonilla

10 anos atrás, a única pessoa que conhecia de Salvador era Ivete Sangalo, por causa da minhas aulas de português lá na Costa Rica. Naquele momento não imaginei que acabaria sendo vizinho dela nem que estudaria na UFBA. Hoje, Ivete ignora o quem sou eu (embora eu tenha pulado detrás dela durante 3 hrs no carnaval), mas eu conheci um maravilhoso grupo de pessoas que fazem parte da minha experiência aqui em Salvador.

Ser estudante de nosso Programa me deu a oportunidade de descobrir o valioso trabalho que tantas pessoas estão desenvolvendo desde diferentes áreas de conhecimento. É um trabalho feito, na maioria dos casos, com amor, convicção, compromisso, honestidade e qualidade.

Dentro desse trabalho, desejo destacar o trabalho desenvolvido pela professora Bonilla, quem, dentro do contexto do GEC e da ética hacker, conseguiu articular uma disciplina esclarecedora sobre as relações entre as tecnologias e as mais diversas práticas sociais. Cada aula foi conduzida com criticidade sobre nosso papel dentro das mudanças sociais.

Porém, tal reflexão não pode ser feita sem a participação ativa do resto dos membros. Cada semana aprendi das intervenções dos meus colegas, dos seus blogs e das suas experiências. Juntos acrescentamos nossos conhecimentos sob o princípio da ética hacker: creatividade, cooperação, paixão e liberdade.

Gracias, compañeros y profe, por acogerme con amor, con calidez, con paciencia y con tolerancia. No hubo un solo momento en que no me sintiera bien con ustedes. Es mucho lo que he aprendido a su lado y estoy seguro de que es mucho lo que está por venir.

Abrazos


martes, 18 de junio de 2019

Actos de violencia en redes sociales: silenciando voces divergentes

Históricamente, Costa Rica ha destacado a nivel mundial por ser uno de los países con mayor libertad de expresión. Esto se refleja, por ejemplo, en el último informe de "Reporteros sin Fronteras" (RFS 2019), donde Costa Rica ocupa el décimo lugar en libertad de prensa, siendo el único país latinoamericano en aparecer entre los primeros 15 lugares de la lista; sin embargo, esto podría estar cambiando. 

Desde la última campaña presidencial 2017/2018, surgió una enorme ola de violencia en redes que no ha cesado hasta el día de hoy. Esta violencia, asociada, principalmente, a movimientos más conservadores, ha generado ataques hacia aquellas voces que, en los últimos años, se han levantado con fuerza para reclamar nuevos derechos.

Temas como el aborto, el matrimonio igualitario, los derechos LGTBI, la protección del ambiente, los derechos de la mujer, el respeto hacia las personas migrantes o la discusión sobre el estado laico, han propiciado fuertes disputas en redes sociales (aunque no solo en ellas), acompañadas, en muchos casos, de violencia, agresión, discriminación y, sobre todo, intelorancia.

Mientras leía el informe titulado "Direito à comunicação no Brasil 2018", pensaba en dos casos de asesinato ocurridos en Costa Rica en los últimos años: Jairo Mora (2013, Condenados los asesinos del ecologista Jairo Mora), ambientalista asesinado por proteger los nidos de tortuga baula en el caribe costarricense; y Sergio Rojas (2019, Asesinato de dirigente ambiental), líder indígena asesinado por defender las tierras de su territorio. Si comparamos estos dos casos con los casos ocurridos en otros países, puede parecer muy poco; no obstante, el número no debería importar y ninguna vida vida se debería perder por hacer lo correcto. Ninguna voz debería ser silenciada.

Los casos anteriores no deben ser vistos como casos aislados; deben ser vistos con preocupación, pues son la evidencia más clara de que Costa Rica está cambiando. La paz que otrora profesábamos se reduce cada vez más. La violencia está en aumento y su propósito es amedrentar y silenciar cualquier intento de cambiar el orden ya establecido.

Esta violencia no queda en las redes, no desaparece en el ciberespacio cada vez que actualizamos las noticias de Facebook, Twitter o Instagram. Queda ahí, justo donde la dejamos, alimentándose del odio de las personas y ganando adeptos. Esta violencia, que llega acompañada de insultos, de improperios y de amenazas, se materializa en lo físico, por eso no debe ser tomada a la ligera.  



domingo, 9 de junio de 2019

Políticas simples para sociedades complexas


A história dos últimos 30 anos tem demonstrado que as políticas públicas implementadas não tem sido suficientes para resolver o problema de acesso às tecnologias em nossas sociedades. Provavelmente, porque o problema não seja apenas garantir o acesso a elas, mas implementá-las a partir da compreensão duma série de condições sociais, econômicas, educacionais, históricas e geográficas que dificultam um desenvolvimento homogêneo em nossos países; condições tão complexas que não atingem só a esfera tecnológica, senão que abrangem os mais diversos campos de desenvolvimento.

Constantemente, escutamos a políticos de distintos partidos falar nos seus discursos sobre a importância de levar as tecnologias aos mais jovens ou de modernizar nossos países através de políticas de digitalização. No caso de Costa Rica, temos, por exemplo, a experiência de “Gobierno Digital” ou da implementação da fatura eletrônica que, segundo a experiência da maioria dos usuários, em vez de simplificar as tarefas cotidianas, as complicaram, gerando entre os usuários um sentimento de atraso e exclusão. Essas experiências deixam ver que o sucesso não está no desenvolvimento de softwares ou na criação de espaços digitais; o sucesso está numa educação que facilite a interação com essas tecnologias.

Da mesma maneira que Julieth Castro afirma no seu texto, não podemos simplificar nossas populações, reduzindo elas em categorias absolutas, pois existem fatores adicionais que acondiçoam as habilidades que elas conseguem desenvolver. Na Costa Rica, por exemplo, já trabalhei com estudantes de zonas rurais, menores de vinte anos, que têm enormes dificuldades para realizar tarefas simples no computador ou para manipular um smartphone.

Nossa realidade é complexa, e uma realidade complexa requer soluções complexas (no sentido mais amplo do termo). Para falar apenas do caso de Costa Rica, nossa população estudantil está conformada, entre outros segmentos, por migrantes, muitos deles vivendo em condições de extrema pobreza; por indígenas, muitos deles criados em reservas sem eletricidade; por crianças trabalhadoras, muitas delas sem oportunidade de dedicar o tempo mínimo necessário aos estudos. Essa pluralidade exige políticas diferenciadas, capacitações específicas, infraestruturas particulares. 

Nossa sociedade não é binaria como a linguagem das computadoras. Em nossos países ainda temos muitos pontos fracos e vulneráveis, enquanto não reconheçamos sua existência para a criação de soluções integrais, não poderemos avançar na consecução de nossos objetivos.  Um computador sozinho não mudara o mundo; uma educação bem planejada, sim.

domingo, 2 de junio de 2019

Inclusão digital e letramento digital andam lado a lado: "Bota o dedo no leitor, menino!"


Sim, pessoal, eu sei, desculpem! Sei que já falei disso muitas vezes em nossa aula, mas não consigo evitá-lo: preciso repetir a história. Não é possível falar de inclusão e letramento digitais sem narrar a que foi a minha maior experiência de (des)letramento e (des)inclusão digital que eu já vivi na minha vida. Estou falando, obviamente, do dia que eu mexi o dedo nesse lugar tão desconhecido para mim.

Com poucos dias de ter chegado no Brasil, cada trâmite era em sim mesmo um universo para conquistar: autenticar documentos, me registrar na polícia migratória, matricular as disciplinas, encontrar uma casa, andar à Faculdade sem me perder, aprender a diferença entre térreo e primeiro andar, e ‒ claro ‒ abrir uma conta no banco. Esse último trâmite foi o mais surpreendente. Já verão...

Não só tive que me enfrentar a pouca amabilidade da moça que me repetia que eu, sendo estrangeiro, não poderia abrir uma conta, ainda que o resto dos meus colegas conseguiram fazê-lo antes que eu; também precisei cadastrar o meu cartão no caixa eletrônico, com um trâmite muito “simples” e “rapidão” de duas horas, que, além do mais, requeria cadastrar “meu dedo”, e aí, galera, como falam os brasileiros, aí o bicho pegou e comeu.


Poucas vezes me senti tão ignorante (“polo”, falaríamos na Costa Rica). Analfabeto e excluído. Nem conseguia atender as instruções do funcionário:
  • insira o cartão,
  • tire ele,
  • insira de novo,
  • bote o dedo,
  • assim não (assim),
  • ficou mal,
  • bote de novo,
  • digite o CPF,
  • digite o seu telefone,
  • rápido, a sessão vai expirar,
  • não sabe o seu telefone?

(eu: desculpa, comprei a línea hoje, sou um desconsiderado)
  • Marque o nome da sua mãe

(Na minha mente: Brasil e essa obsessão esquisita com as mães. Mesmo para comprar um acarajé precisam o nome dela!)
  • A sessão expirou, vamos precisar repetir o procedimento todo.

E enquanto isso acontecia, eu só pensava que queria chegar em casa para organizar uma chamada de vídeo e contar para todos na Costa Rica que no Brasil é possível sacar dinheiro do caixa eletrônico com o dedo.

Dias depois soube que há muitas pessoas em Brasil que ainda não usam esses caixas por “medo”. As sociedades modernas procuram a inclusão dos seus habitantes; elas querem ter o que alguns autores chamam "cibercidadãos", porém existe uma defasagem entre as políticas de inclusão tecnológica, as ações de implementação e o letramento digital que dificulta a verdadeira inclusão. 

Em resumo: quando chegar o dia em que os caixas eletrônicos com leitor biométrico tenham tantos usuários quanto os caixas convencionais, neste dia estaremos um passo mais perto da "inclusão".




lunes, 27 de mayo de 2019

Ética Hacker: pasión, libertad y creatividad

Al igual que muchas personas, yo también creía que el término hacker refería a informáticos y programadores dedicados a cometer delitos en la Red. Era una palabra que venía acompañada por aquella vieja imagen de piratas, típica de las primeras propagandas sobre la (in)seguridad informática, que advertían sobre los peligros de la web. Desde esa perspectiva, mi llegada al GEC habría sido el equivalente, según mis viejas creencias, a formar parte de un grupo de crimen organizado liderado por Maria Helena Bonilla y Nelson Pretto (¡nada más lejos de la realidad!).


No obstante, hace algunos años, gracias a un "romance" que todavía no acaba, descubrí que existía la ética hacker y que no debía confundir el término hacker con el término cracker. Cuando hablamos de ética hacker, hablamos de la existencia de un código de conducta basado sobre ciertos principios morales que regulan su práctica, siendo la libertad, probablemente, el más importante de ellos.

Sin embargo, con mi llegada al GEC, me he dado cuenta de que aquello que denominan cultura hacker es todo un mundo; un mundo fascinante. Así entonces, en mi camino por entender mejor este concepto, he descubierto otros temas apasionantes (la pasión es, por cierto, otra de las características presente en los hackers) que están vinculados a esta filosofía de vida, por ejemplo, la noción de trabajo colaborativo. Esta forma de trabajo no solo está presente en el desarrollo de sistemas y aplicativos libres, sino que se puede apreciar en sitios como Wikipedia, cuyo principio fundamental es que todos tenemos algún conocimiento sobre algo que vale la pena compartir con otros. 

En esta búsqueda por aprender más sobre el trabajo colaborativo, me encontré con un maravilloso vídeo de Alex Primo titulado Ética Hacker para Crianças e adolescentes. Durante 15 minutos, Primo explica a la audiencia el alucinante mundo del "fan fiction": un movimiento global conformado principalmente por jóvenes, que se han unido para crear nuevas historias a partir de sus series, películas o libros favoritos, estimulando, de esa manera, otro de los más valiosos principios de la ética hacker: la creatividad.




El mundo de la ética hacker es amplio y sus potencialidades son enormes. Definitivamente, vale la pena prestar atención a este movimiento que tiene todo lo necesario para provocar grandes transformaciones en nuestras sociedades. Tenemos mucho por aprender. ¿Por qué no tomamos el ejemplo de las comunidades de "fan fiction" y comenzamos entre todos a construir una historia de oportunidades, libertad, pasión e integración?


viernes, 17 de mayo de 2019

¡Me declaro ignorante!

Debo admitir que, antes de mi llegada al GEC, mi conocimiento e interés sobre software libre era bastante escaso. No porque se tratara de un tema fuera de discusión en Costa Rica, sino porque sentía que ese movimiento que no tenía nada que ver conmigo: para eso estaban los "computines" (¡el individualismo en su máxima expresión!). No me había apropiado de esa bandera. Mi desconocimiento era tan grande que ni siquiera estaba consciente de que yo mismo tenía instalados algunos de ellos en mi computadora, como el navagador Mozilla Firefox o el VLC media player (lo siento, profesora, la ignorancia no sabe de límites).

Reconocer mi poco conocimiento sobre el tema me llevó a un ejercicio de autorreflexión. Eso me hizo pensar que quizá hay algo que está fallando en nuestro entorno. Por ello, tomando como punto de partida una cita del texto de M. H. Bonilla (Software livre e formação de professores), me propuse a llevar a cabo un ejercicio para sondear el conocimiento de mis "pares". La cita en cuestión dice así:
“Muitos professores acreditam que esses sistemas e aplicativos são mais difíceis de operar, menos eficientes e de menor qualidade que o sistema proprietário mais utilizado: MS Windows®”. M. H. Bonilla
Escogí esa cita justamente porque yo me veo reflejado en ella. Durante años, me he limitado a repetir, irreflexivamente, que estos softwares son complicados, poco eficiente y nada "amigables". Por eso, lleno de malas intenciones, quise conocer qué pensaban mis contactos de Facebook sobre este tema. Acá el resultado:



La poca respuesta que recibí me deja ver una sola cosa: es probable que muchos de mis contactos ni siquiera supieran qué era aquello que yo estaba pregutando, tal como lo reconoce "Valverde" en el primer comentario. También intuyo esto porque un par de personas me escribieron "por privado" para preguntarme qué era eso de Linux y software libre.

Con respecto a las otras respuestas, Jes y Rito, aunque reconocen que los usan y dicen sentirse satisfechos, señalan que experimentan fallas y problemas de compatibilidad; dos de los comentarios que más se escuchan popularmente al hablar sobre este tema. Por su parte, Nico parece estar super informada y muy satisfecha con el desempeño del software libre; creo que sería una excelente candidata para nuestra nueva misión: informar.

La única manera de vencer prejuicios y mejorar estos sistemas es informando a las personas y capacitando a nuestros futuros profesores reformas en nuestros curriculos universitarios. Existe mucha resistrencia, a veces infundada, en torno al uso del software libre. Aun hay mucho desconocimiento, por tanto, la única forma de impulsar este movimiento es compartiendo la información con quienes tenemos cerca.

**Post scriptum: mientras discutimos sobre las tecnologías libres y la democratización de la información, ayer trascendió una noticia que no podemos ignorar: el bloqueo que Google y Android han impuesto a la marca china Huawei. No solo es un hecho de gran impacto en el mundo de las telecomunicaciones, sino que nos permite ver el nivel de importancia que las tecnologías de la información tienen en el mundo actual.

Google golpea fuertemente a Huawei
¿Qué ocurrirá a corto y a largo plazo con Huawei?



domingo, 5 de mayo de 2019

Tecnología asistiva: algunas reflexiones

El día de ayer, me encontraba leyendo el texto de Rita Bersch sobre teconología asistiva (R. Bersch), y, mientras recorría sus líneas, saltaban por mi cabeza, de forma un tanto desordenada, algunas ideas. Pensaba, por ejemplo, en las bondades de la tecnología, en cómo estas han beneficiado la vida de tantas personas. Sin embargo, al mismo tiempo, imaginaba qué porcentaje de la población tiene hoy acceso a estos dispositivos, y, entonces, pensaba en la mercantilización de vida humana y la desigualdad que impera en nuestras sociedades. Pensaba, asimismo, en cuánto podría mejorar la calidad de vida de tantos niños de mi país (¡del mundo!), si esta tecnología estuviera a su alcance.

A pesar de ello, decidí no quedar atrapado en el pesimismo, por el contrario, empecé a imaginar todo lo que hace posible esa tecnología. Pensé en la educación que se esconde detrás de cada uno de esos artefactos, en el dinero que se invierte formando profesionales, construyendo laboratorios y adquieriendo equipo. Pensé en el esfuerzo de tantas personas para llevar esa tecnología a quienes lo necesitan y me di cuenta que no todo esta mal. Vivimos en una sociedad de clases e injusta, pero podemos trabajar desde nuestros espacios para reducir esas carencias.

Hace unos días, yo no sabía nada sobre tecnología asistida. Hoy sé un poco más que ayer. Para cambiar las cosas, se necesita conocimiento, pues es lo único que nos permite crear cambios desde lo profundo. Así que empecemos por entender qué es la Tecnología Asistida (T. A.):






De Ivete Sangalo a Maria Helena Bonilla

10 anos atrás, a única pessoa que conhecia de Salvador era Ivete Sangalo, por causa da minhas aulas de português lá na Costa Rica. Naquele m...